O fenômeno da música adolescente Justin Bieber é, sem dúvida, o cristão mais popular do mundo. Nas entrevistas, ele fala sobre ter crescido em uma família evangélica, como ele ora várias vezes ao dia, sua crença em anjos e sua oposição ao aborto.
No entanto, você não vai ouvir o astro pop falar muito sobre a fé em suas canções. Apenas a música Pray quebra esse regra. Em parte isso pode ser escolha dele, mas também é reflexo da divisão entre o secular e o sagrado na música pop. Apesar de ser um raro ponto de luz em uma indústria que enfrenta dificuldades, a música com conteúdo religioso explícito sempre foi separada da música pop não-religiosa pelas rádios e pelo público. Tanto que recebeu até um nome que a distingue: música cristã contemporânea.
Mas não foi sempre assim. Durante a maior parte da história da música pop, temas religiosos tinham seu lugar no topo das paradas. Essa presença foi mais claramente sentida no final dos anos 1960 e início dos 1970. Nas décadas seguintes, com a politização crescente da fé no país, temas religiosos tornaram-se uma espécie de “zona proibida” para os músicos seculares americanos. Como são eles que ainda produzem as músicas que dominam as paradas do mundo todo, esse pensamento se tornou global.



