Como muitos sabem sou muito fã dos livros de Tolkien e o filme que mais acho fascinante é uma adaptação de um livro dele que é O Senhor dos Aneis. Muitos criticam e outros falam muito bem, eu sei que aprendi diversas coisas e pensamentos cristãos presentes na obra, que para mim em termo de retratar a Bíblia figuramente só perde para Narnia(que possue uma perfeição ao retratar- coisa que ele não possui). Segue abaixo a melhor crítica que já vi sobre o filme/livro:
O Senhor dos Anéis difere grandemente de outras obras do gênero, tais como
Harry Potter ou as lendas do Rei Arthur. Basicamente, Tolkien desenvolve uma trama que, além de empolgante é rica em reflexões sobre a luta entre o Bem e mal. Observe que tanto no título da figura quanto neste parágrafo, Bem é escrito com maiúscula e mal é escrito com minúscula, algo que expressa adequadamente o pensamento de Tolkien.

Sim, o mal existe e manifesta-se de diversas formas. No escrito de Tolkien, ele possui um vínculo estreito com o poder e torna-se concreto no anel, denominado o UM. Tal anel é buscado por Sauron, Senhor de Mordor, a fortaleza das trevas, que comanda um séquito com o objetivo de descobrir seu paradeiro, a fim de obter controle absoluto sobre o universo. Mas este mal possui algumas características interessantes: ele é intensamente sombrio, sedutor, sutil e ao mesmo tempo violento. Ele possui sua própria “sabedoria” e ensinamentos profundos. Ele avança e escraviza os fracos e parece, em determinados momentos, que está prestes a dominar tudo o que existe. Até aqui, nada muito diferente dos outros livros e filmes épicos.
O diferencial de Tolkien começa nesse ponto: o mal é perdedor e se auto-devora. Aqueles que o abraçam destroem-se mutuamente, cada um desejoso de obter o “poder”. O mal esmaga pelo conflito que produz no coração e pela angústia que traz à alma. O mal é limitado, não é soberano.